Séries

Você precisa assistir: The Fosters

Nao é surpresa para ninguém que eu adoro séries e estou sempre buscando séries não tão explorada sou conhecidas do público em geral para as pautas aqui da redação e por consequência, do blog. Topei com The Fosters meio do nada. Eu estava indo terminar a última temporada disponível de Suits quando a sinopse me chamou atenção e testando a mim mesma, decidi começar a leitura. É uma discussão um pouco delicada porque, muitas vezes dizemos que somos livres e liberais até nos depararmos com algo que não estamos acostumadas ou fora da nossa zona de conforto. É essa serie me levou a um lugar de amor e entendimento sobre mim mesma que eu percebi que essa coluna semanal seria muito além de uma simples indicação.

A família Foster começa com Stef, uma policial divorciada de Mike, seu antigo (e depois atual) parceiro de trabalho Mike, que também é pai do seu filho, Brandon. Ela o deixa por finalmente se libertar e se revelar gay, algo que foi oprimido e esmagado dentro dela pelo seu pai religioso. Stef conhece Lena, a vice-diretora da escola local. Elas se apaixonam e criam Brandon juntas, até que numa situação de trabalho, Stef conhece o casal de gêmeos Jesus e Mariana, assim eles formam uma família totalmente “diferente” dos padrões da sociedade, mas com tanto amor e problemas que uma família qualquer. É meu coração foi tomado de uma forma intensa por essa família é justamente com a chegada de mais dois membros, foi impossível parar.

Callie é uma garota recém saída do reformatório que precisa de um lar temporário, sendo acolhida por Lena e Stef, mas toda sua atenção está em recuperar seu irmão de um pai adotivo abusivo. Ela imediatamente tem uma conexão com Brandon enquanto os gêmeos tem uma questão de lidar com sua mãe biológica viciada em drogas e em muitas mentiras. Todo primeiro capitulo traz a construção do que vai acontecer por toda primeira temporada, ainda com resquícios na segunda. Inclusive, as duas primeiras estão disponíveis no Netflix, mas temos um total de quatro temporadas e uma renovação para quinta. Essa família tem tantos assuntos a abordar que te faz chorar a maior parte do tempo e separei alguns tópicos que é bem importante ressaltar.

  • Stef é uma policial como citei acima, filha única de pais divorciados e vocês podem imaginar a pressão de ter acabado com um casamento (sem amor) para estar com uma mulher? Pois bem, ela foi em frente e vive com o grande amor da sua vida, mas, precisa lidar com a rejeição é preconceito do seu pai com a sua vida, que ele faz parecer como algo ruim, demoniaco, uma escolha e até mesmo, trata como se ainda fosse uma birra adolescente. Ela também precisa lidar com a presença do seu ex-marido afetando seu relacionamento, mas, não se preocupem, vocês vão amar o Mike mesmo quando o odiar.
  • Lena é naturalmente doce, tão feminina quanto Stef possa ser, lida diretamente com criança s, seu foco está sempre na educação correta por trás dos sentimentos. Ela tem Brandon como seu filho do coração, não como uma simples madrasta e os gêmeos. Além de ser uma mulher homossexual no comando de uma escola, precisa lidar com sua mãe, que é negra, rica, casada com um homem branco, mas que além de extremamente exigente com Lena, a faz sentir como se nunca fosse o suficiente, como se navegasse no meio termo por ter a pele morena, justificando que assim ela não sofre nenhum racismo – o que sabemos que não é verdade. Lena é movida por seus sentimentos e emoções. Às vezes isso é irritante e só nos mostra o quanto não somos perfeitos.
  • Callie é o que chamamos de cagada de urubu. Ela teve um começo de vida duro, perdendo os pais, indo para um lar adotivo onde sofreu um grande trauma, depois passando por um lar onde o pai era abusivo e violento, quando revida a violência, vai presa, fica no reformatório e quando sai é perfeitamente compreensivo que não aceite e não acredite no amor, no afeto, dizendo pra si mesmo que tudo que ela tem é seu irmão. No momento em que finalmente decide dar o braço a sua felicidade, algo injusto acontece e ela, jovem, ferida e muito confusa, tem a pior reação de todas. Ela simplesmente me transformou em uma poça de lágrimas e compaixão. Foi nesse momento que eu aprendi um pouco mais sobre empatia.
  • Jesus e Mariana são gêmeos, latinos  e que foram abandonados pela mãe quando criança e depois foram rejeitados pelos seus pais adotivos. Eles são amados, protegem um ao outro. Enquanto Jesus tem o coração do tamanho do mundo, Mariana é extremamente egoista, mimada e muito complicada de lidar, não só por ser uma adolescente no auge dos hormônios confusos, mas por ter uma personalidade difícil, porém, é impossível não amar e querer abraçar essa menina confusa que só faz merdinha.
  • Jude é o irmão caçula da Callie, mas se torna o caçulinha de todos. Ele é um menino sensível, doce, que já demonstra sinais do seu interesse com meninos e seus desejos diferentes dos garotos da sua idade. Enquanto sua irmã não sabe lidar com isso com medo que é,e venha se machucar de alguma forma, suas mães são fundamentais nesse processo e foi bem doce acompanhar esse momento.

Tenho que dizer que a produção e roterista acertaram em cheio na forma deliciosa, delicada e cheia de sentimentos que os assuntos principais são abordados, o jeito educativo sobre homossexualidade, primeira vez, namorado, relacionamentos familiares e todo drama acerca de uma família que erra, que tem muitos problemas e desafios a vencer diariamente e ainda assim não permitem que o amor seja esquecido, mesmo no momento de ensinamento mais duro que a vida possa proporcionar. E eu realmente  espero  e desejo que quem pare para assistir, se entregue e se apaixone, se dispa dos preconceito e deixe o coração aberto pra tanto crescimento e vida. Deixe que os Forters te ensinem o que a sociedade diz que está errado.

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