Resenha Séries

Você precisa assistir Las Chicas del Cable

Estão preparadas para mais uma indicação de série? Estou desde a estreia devendo a postagem sobre essa série quando prometi que assistiria e traria para vocês minha review sobre a primeira série espanhola da plataforma Netflix e sua primeira temporada curtinha, porém, muito boa. Para primeira iniciativa dos espanhóis que não vejo tendo muito espaço no cinema internacional, sempre socados pelas produções de hollywood, achei maravilhosa a temática de quatro lindas e jovens mulheres que naquele tempo já lutavam contra a sociedade machista, também vimos o começo do movimento feminista em uma parte expressiva da Europa e um drama típico dos espanhóis, eles possuem a mesma fórmula de romance. Basta ler dois ou três livros de autores espanhóis para ver que usam e abusam do mesmo sem medo, talvez seja o que mais venda no país, nunca pesquisei sobre isso. 

A história gira em torno de quatro mulheres jovens que se conhecem através da emocionante e incrível oportunidade de trabalharem para a companhia nacional de telefonia como telefonistas. O trabalho era concorrido e pagava bem, principalmente quando o aumento das casas com ligações cresciam cada vez mais. Acompanhamos Alba, uma mulher que finge ser outra pessoa, chamada Lídia, para roubar o cofre da companhia a fim de pagar uma dívida (que sabemos qual logo na primeira cena). Lá ela encontra seu primeiro e antigo amor, agora casado e genro do dono da companhia, mas, ao invés de correr na direção oposta, os dois se envolvem em uma espiral dramática de confusões e ao invés de melhorar, ela arquiteta diversos planos para fugir de uma situação, se embola em outra, se apaixona pelo melhor amigo do cara que ela continua amando, mas sabe que não pode ficar com ele. Ufa! E enquanto isso, temos uma menina meio caipira descobrindo a “vida na cidade” e as bebidas, além de se apaixonar por um cara que simplesmente não conta que é comprometido, levando para vida dela um doce romance e uma ex-noiva muito ferida.

Ao mesmo tempo – se liguem que tudo acontece interligado, uma jogada de mestre dos produtores para manter o dramalhão interligado – temos uma esposa que é traída, descobre, o marido bate a merda fora dela, ela vai embora e passa ser rechaçada na sociedade por ter deixado o marido e a filha que ele a proibiu de levar, mesmo com todos os planos de fuga de suas amigas, dá tudo errado e ela fica presa nessa sensação de ter “falhado” com sua família e ao mesmo tempo sendo adorada e muito valorizada pelo seu trabalho, o que incomodava profundamente seu machista e babaca marido. Também experimentamos o tabu do amor a três e a descoberta de uma espevitada garota controlada pelo pai no interesse pelo sexo masculino e feminino, embarcando em um relação complicado a três, além de lutar pelo direito da mulher mesmo com toda opressão dos seus pais. Tudo isso seria muito bizarro de absorver se não fosse bem feito, com cenas lindas, divertidas e ao mesmo tempo inspiradoras de sororidade, amizade, feminismo e muita força para vencer as barreiras da sociedade – que não conseguimos até hoje. Olhando por alto, parece que tem uma trama bem boba, algumas cenas são realmente desnecessárias, nada impossível de superar.

Assisti a série em um dia, porque sou dessas, enquanto trabalhava, deixei rodando, dei mais atenção a umas cenas do que outras, mas, valeu muito a pena. Achei uma pena que tenha sido tão curta, espero que a próxima temporada seja maior e que dê respostas que ficou pendente no último capítulo, acabando do jeito que todo mundo bem curiosinho. Como percebi, poucas pessoas comentaram sobre, então, vamos combinar uma coisinha? Ao assistir, indica para amigas, se não souber como, envia esse post para elas, porque série boa a gente não pode deixar moscando nos cantos escuros da Netflix. Espero que tenham gostado do post e comenta aqui se gostam desse tipo de série e quem assistiu, o que mais gostou ou incomodou. Aguardo vocês!

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