Cinema

Review: A Bela e a Fera

“Sentimentos são fáceis de mudar, mesmo entre quem, não vê que alguém, pode ser seu par. Basta um olhar que o outro não esperava, para assustar, até perturbar, mesmo a Bela e a Fera…”  Sim, gente. Assisti o novo live-action mais aguardado da minha vida. Confesso que eu estava com medo de ter expectativas, porque apesar de todos os últimos filmes que fui assistir ao cinema corresponderam às suas promessas prévias, nós estamos falando de um dos meus desenhos favoritos e um clássico que tanto amamos. O Cine Araujo aqui em Cabo frio tem uma promoção maravilhosa que todo mundo paga meia durante a semana – por favor, não desistam disso e chamei minha prima para me acompanhar, não queria chorar sozinha.

Quando anunciou que a Emma Watson seria a protagonista, não vou dizer que soltei fogos, mas fiquei satisfeita, ela é uma boa atriz e também concordei que precisava tirar um pouco o estigma de ser sempre a nossa amada Herminione. A escolha dos atores para compor a trama foram ótimas, eu não percebi o quanto até vê-los caracterizados. Tudo estava parecendo um sonho, afinal, quando que os fãs imaginariam que teríamos um live-action tão bem investido em um dos clássicos, ainda mais com tantas releituras por aí? E com o passar do tempo, cada pequena imagem e cada trecho sobre o filme, minha ansiedade foi crescendo e precisei dar uma pausa ou não conseguiria gerenciar minha expectativa.

Podemos começar essa review apaixonada com a direção de fotografia que merece um prêmio, por conseguir montar a pequena vila exatamente como no desenho, dar um ar de realidade, mas ao mesmo tempo me senti com uma versão de computação gráfica muito avançada. A Emma, não era uma supresa como Bela porque já havíamos visto caracterizada, porém, quando começou a cantar “bonjour, bom dia” deu aquele faniquito no coração. E é claro que cantei toda a musica. Para falar a verdade, não houve uma pessoa dentro do cinema que não sabia cantar e não estava curtindo o momento. As cenas do Gaston com LeFou, ao contrario de todo alarde, foi muito fiel ao filme e tambem as melhores. Houve uma introdução de danças culturais e sinceramente… Quem nunca percebeu que LeFou era gay?

Uma das minhas principais preocupações era a personagem feminista (eu sinceramente não queria que a interpretação geral dela fosse bruscamente alterada) e podem ficar tranquilas, a Bela não sofre a Síndrome do Estocolmo durante o filme, tanto que ela assume que não poderia ser feliz com ele por não ser livre e assim ele a manda embora, mas ela volta por amor que aprendeu a sentir e também para salvar sua vida. Também não existe nenhuma prática de zoofilia, por favor. Todas as cenas são exatamente como no desenho e tem o adicional que conhecemos a história da fera, que graças a Deus, era uma fera feia o suficiente, mas não tão mal construída assim. As peças em animação eram simplesmente maravilhosas, mas não aconselho a ninguém assistir dublado, porque houve alguns errinhos (pelo menos em uma das minhas sessões).

E para encerrar, a trilha sonora foi exatamente como o desenho, então, podemos dizer que somente as cenas sobre o passado da Bela e da Fera, não há nada diferente do desenho e essas cenas só serviram para tornar tudo ainda mais perfeito e completo. Foi impressionante assistir às cenas do baile, da feiticeira, do amor verdadeiro nascendo, o castelo, em 3D foi muito bom – desde Alice que não via uma imagem gráfica boa. Enfim, gente, se vocês são fãs, se amam a história, vão amar e se deliciar, porque todo o filme foi feito para o fã, não para críticos ou premiações. É pra mim, quando a produção pensa exatamente em quem vai estar no cinema. Amei e quero assistir mais.

 

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