Editora Seguinte Resenha

Resenha – A Rainha Vermelha

A Rainha Vermelha chegou na minha estante depois que já havia lido em ebook. Livros que gosto muito ou que terão continuações que realmente quero acompanhar, compro em físico. Não fiz isso em outras vezes e me arrependi. Estou tentando acompanhar as novas séries, porém, sei que já saiu dos livros após e ainda não comprei – vamos com calma, gente! Publicado pela Editora Seguinte, tem a capa toda prateada, o que bem bonita, mas nada se compara a coroa com o sangue escorrendo. Ficou de ótimo gosto. Não conhecia a autora, Victoria Aveyard, mas já considero muito, porém, não posso seguir adiante sem TREMER DE MEDO, porque a última série distópica que me empolguei, a personagem principal morre por um motivo mega estúpido e vocês sabem de quem estou falando, né?

O mundo de A Rainha Vermelha é dividido em dois grupos: Os de sangue vermelho, a classe trabalhadora, explorada, pobre, de origens muito humildes. E os de sangue prateado, nobreza que possuem poderes especiais, como controlar o fogo, ler pensamentos e por aí  vai. Logo que comecei a ler, tive a sensação que a história era uma mistura de A Seleção com um Q de Jogos Vorazes e umas pinceladas de Divergente. Tem um pouco de cada uma dessas distopias, não como plágio em si, mas no formato dos acontecimentos. E de certo modo, o resultado dessas junções ficou bastante agradável.

Mare Barrow é a personagem principal, uma “sangue vermelho”, sem atribuições reais e ajuda no sustento da casa roubando em outros vilarejos. Ao completar dezoito anos, ela teria que unir-se ao exército, uma perspectiva apavorante visto que o seu reino estava em guerra com os demais. Sua irmã caçula era costureira real e devido a dois acontecimentos, um acidente envolvendo a irmã e um encontro com um cara desconhecido, consegue um emprego como arrumadeira no castelo do reino e durante a apresentação dos poderes das candidatas ao noivado com o príncipe mais velho, um acidente acontece e Mare descobre que também possui poderes especiais. Abafando o acontecido, o rei a obriga fingir ser uma prateada de um reino aliado e distante, filha de falecidos amigos e noiva do príncipe caçula, mas a essa altura, Mare está enamorada com o Cal, o príncipe mais velho – e o cara que lhe arranjou um emprego.

As confusões só aumentam com o decorrer do livro e ela descobre que nem tudo é o que parece, se envolvendo em muitas armações, participando de uma grande conspiração contra o governo, desconfiando das pessoas certas e confiando nas pessoas erradas. O final foi uma grande surpresa, porque eu não esperava. Não devo ter me atentado aos detalhes – vou reler para conferir se deixei algo passar e fui tão trouxa e enrolada quanto Mare. O Cal é uma incógnita, não torci exatamente pelos dois, porque também me apaixonei pelo Marven. A Rainha “Prateada” realmente ganhou a minha raiva, vilã com V maiúsculo. Eletrizante do começo ao fim, não posso dizer apaixonante porque não tem lá muitas cenas de romance intenso, é bem sutil, o que conto como um ponto positivo. Como não sei o que esperar do próximo livro, dei quatro estrelas no skoob.

 

You Might Also Like