Editora Arqueiro Resenha

Resenha – Quando a Bela Domou a Fera

Só tenho uma palavra sobre esse livro: MARAVILHOSO. E talvez algumas outras, por isso se preparem para uma resenha cheia de corações e flores, coisa que o livro não tem entre os personagens, mas eu posso estar me rasgando de amor pela Eloisa James e desejando que mais livros dela sejam publicados aqui no Brasil. Há algumas semanas acompanhei uma polêmica acerca do livro e da tradução, então, se você gosta de um romance hot com conteúdo e palavras que uma pessoa adulta não pudica está acostumada a falar diariamente, essa história é perfeita. Uma releitura que tem muito mais potencial que o original – tá ok, pode ser exagero, mas, a história de uma bela mulher domando um homem com personalidade é simplesmente muito boa para ficar parada por aí sem ganhar minhas cinco estrelas e uma indicação apaixonada. Sabem que amo romances de época, pelo menos uma vez por semana tem uma resenha por aqui, então, se você quiser fugir do padrão Julia Quinn, venha para o lado de cá da força (e eu amo a Julia!).

Linnet é uma jovem encantadora, mais bela que o sol e a lua e está em sua primeira temporada. Órfã de sua devassa mãe e filha de um visconde, acabou envolvendo-se com o príncipe famoso por arruinar reputações das jovens damas e descobriu que seu perfeito comportamento foi simplesmente arruinado quando ficou a sós com o príncipe e toda sociedade lhe deu as costas graças a um péssimo modelo de vestido que lhe fez parecer grávida. Já nos primeiros capítulos é possível que a mocinha é cheia de graça, uma língua afiada e um pensamento bem divertido sobre tudo, porém, sua família é completamente disfuncional e fora das convenções esperadas, logo arrumando um jeito de livrá-la e não exatamente de limpar sua reputação. E apesar dela não expressar imediatamente, sabemos que tal atitude a magoam muito, sem muitas alternativas, aceita viajar com o Duque Windeback, pai de seu noivo – devido ao rápido acordo selado entre os pais. E ao mesmo tempo, quase em capítulos alternados, mas na terceira pessoa, conhecemos Piers, um conde e futuro duque ao herdar o título de seu pai.

Piers é uma mistura de Dr. House e sua casa é na verdade um castelo que parece mais o Seattle Grace/Grey Sloan, porque é um hospital e ele é um médico fabuloso, nada convencional, mal humorado, deficiente e cara, realmente estúpido, mas as tiradas dele são muito engraçadas e mesmo antes de ler a apresentação dos personagens já sabemos que eles se darão muito bem. O começo dos dois é cheio de piadas, ironias e muitos diálogos sarcásticos, é simplesmente delicioso ler que acabamos sem dar conta que as páginas estão passando. Li todo o livro em uma única tarde, suspirando, rindo e me acabando com esse casal que teve um desenvolvimento emocional e sexual trabalhado de forma mais adulta, mesmo que ela fosse bastante inocente e ele bastante teimoso, foi uma combinação perfeita. Também não foi baseado em um erotismo apelativo e sim em algo real, interessante, que deixa aquele risinho no rosto.

Como disse acima, Eloisa tem uma escrita diferente, você vai encontrar palavras como puta ao invés de meretriz e pau ao invés de membro, acho que para quem está acostumado a ler romance erótico e vive no século 21 não é motivo nenhum de ficar embaraçado. Como ela tem uma linguagem realmente mais sarcástica e voltada para o humor, não fica nenhum pouco apelativo. E essa releitura foi simplesmente maravilhosa, amei a capa, apesar de não fazer nenhuma alusão a história em si (mesmo que brinquem com a história de A Bela e a Fera, não tem um sequestro, nem feitiço e nem rosa, só um homem mal humorado como uma besta e uma garota de língua afiada mais linda que o sol e a lua). A fonte está no tamanho perfeito para leitura, senti uma diferença imensa do livro anterior, que era bem menor e as páginas meio amareladas, que não causam o cansaço e nem ficam envelhecidas logo. Só pela história, o valor do livro definitivamente vale a pena, mas as capas da arqueiro dificilmente amassam ou ficam desgastadas nas pontas, é uma coisa que eu considero ao comprar o livro.

E para encerrar, há uma história secundária muito importante que indiretamente envolve Piers. Seu relacionamento com seu pai é bastante conturbado devido ao passado e que de certa forma, transformou quem ele é no momento presente do livro. E foi muito bom ver a autora falando sobre o amor paternal, coisa que ignorou em relação a Linnet, mas teve um breve fechamento. Também há a mãe de Piers, ex-duquesa, que também precisava acertar seu relacionamento com seu ex-marido e ao mesmo tempo recuperar sua família que fora destruída por vícios e mentiras. Também tem um mordomo incrível, que não vemos na outra história e várias cenas que enfatizam o amor e amizade acima de qualquer coisa. Tô derretidíssma e sinto que estou enfrentando uma ressaca depois disso. Cinco estrelas. Comenta aqui o que acharam da resenha e do livro!

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