Editora Essência Resenha

Resenha – Pela Lente do Amor

Depois de mais de um ano, finalmente venci minha barreira contra esse livro e li em um total de oito horas, se não me engano. Já é de madrugada (não posso deixar passar para o dia seguinte) e apesar de tê-lo a um tempo, não li nenhuma resenha ou comentários sobre. Comprei porque a personagem principal é uma fotógrafa e como é raro, achei que seria bom ter algo “parecido” comigo. Também comprei pela capa e pela narrativa que alguém supôs que fazia jus a história. Não sou fã da Megan Maxwell. Não atirem pedras em mim. Fiquei traumatizada com a série Peça-me O Que Quiser que não consegui mais gostar da autora na sua totalidade e pelo que entendi, ela comete os mesmos pecados em suas histórias, mesmo com plot diferente. Em muitas cenas da mocinha chamada Ana vi a os trejeitos e ações da “moreninha” da outra história. E se alguém comprou o livro acreditando que era sobre amor a primeira vista… Sinto te informar, porque não é. Tem amor de sobra, mas, o que está prometido na contra capa não é verdade.

Ana é uma fotógrafa que lutou para sair das garras de sua família após sofrer um trauma amoroso – e que nenhuma mulher deve passar. Como muitas, recusou-se a falar sobre isso, apenas arrumou suas coisas e decidiu que era hora de ter a vida longe dos constantes holofotes que sua rica, tradicional e famosa família atraía. Ela era o oposto da sua irmãzinha, Lucy, que adorava chamar atenção e não sei qualificar o quão fútil e irritante essa personagem foi, mas pensa em alguém cabeça de vento e fútil? Sim. Ela. E infelizmente, a história de como o casal se conhece não me agrada na sua totalidade. Rodrigo é um bombeiro e após um incendio no prédio de Ana, que mora com sua melhor amiga e sócia, eles possuem um desentendimento quando ele passa a noite com uma modelo que Ana permitiu que vivesse com ela até poder alugar um lugar. Logo ela tem uma atração por ele e ele, apesar de ser descrito como o cara mais gostoso da face da terra, não liga para ela em nada. Continua indo lá e saindo com a modelo pé no saco. Não encarei esse momento como amor a primeira vista, primeiro que ela só parece atraída fisicamente por ele, porque eles pouco se falam até que ela se descobre grávida de uma aventura de uma noite, comete e “loucura” de dormir com ele, eles brigam e voltam a se falar.

E assim poderia facilmente terminar essa resenha, porque o casal principal entram nesse looping eterno de brigar e fazer as pazes loucamente. E é um clássico clichê. Ela fica grávida e perdidamente apaixonada por ele, por sua vez, não faz o tipo dele, porque claro que um bombeiro sexy prefere o quê? Altas e peitudas, coisa que a nossa mocinha não é. E depois que ele finalmente começa a gostar dela, já está cansada de sofrer – o mulherzinha masoquista, por que não deu um chute nas bolas dele? Misericórdia! Fiquei nervosa! – adivinha o que acontece? Ele se apaixona por ela e pelo bebê. Clássico. E aí a Megan começa a pecar do mesmo jeito irritante que fez com a sua série mais famosa. A enrolação. O livro tem quase quatrocentas páginas de pura e completa enrolação! E as personagens, apesar das características diferentes, um perfeito plot desenhado para cada uma, elas são iguais – acaba que a perfeita criação inglesa não faz sentido. Além do fato que a autora criou pequenas histórias ao redor dos personagens principais e aos pouquinhos foi inserindo um monte de gente, que tudo bem, deu equilíbrio a trama, mas houve dramas que me fizeram pensar que iria ao clímax ou faria o casal brigar novamente que terminou com uma simplesmente explicação ou menção. Foi só para encher páginas e páginas, porque apesar de tratar de relacionamentos abusivos, não fez sentido, porque não serviu nem de lição para leitor já que não foi explicado.

O romance, no meu ponto de vista, tinha tudo para ser lindo, alguns dramas a parte e um corte no exagero, o casal teria problemas o suficiente para lidar e um amor lindo a ser construído. Claro que rendeu boas cenas quentes e alguns momentos simplesmente fofos por parte dos dois, mas eu me senti cansada e um tanto frustrada pela correria que era em algumas cenas, falta de informação e uma enrolação completa em outras. Foi como se uma boa história fosse se perdendo no meio do caminho. Gostei da Ana e do Rodrigo e assim como terminei Peça-me O Que Quiser, tenho aquela sensação de “não sei o que foi isso, mas tudo bem”. Não tenho nem ideia quantas estrelas chegaria a classificar, mas, o que importa é que superei mais um da Megan e confesso que não farei esforço para comprar os próximos lançamentos porque essa é uma das pouquíssimas autoras que me deixam completamente tonta!

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