Editora Arqueiro Resenha

Resenha – O Sol Também É Uma Estrela

AVISO: Esse livro já foi lançado há alguns meses, mas, alguns sabem que tive um grave problema com meu material de trabalho e por isso levei tantas semanas ausente do blog e da sua rotina. Peço desculpas a todos os envolvidos e os que aguardavam o retorno.

Nicola Yoon entrou na minha vida ano passado com o surpreendente livro Tudo e Todas as Coisas que esse ano foi adaptado ao cinema e infelizmente ainda não consegui assistir, mas li boas críticas. Então ficou bem obvio a minha animação em ler O Sol Também É Para Todos, mas, infelizmente, não foi exatamente o que esperava porque apesar do livro ser esmagador nas suas emoções – eu tive diversos picos de choro durante a leitura.

O seu formato é diferente, fora do que estou acostumada, como não tenho problemas de encarar o desconhecido, mergulhei na leitura sem demora, só estranhei os capítulos curtos, as frases sempre marcantes, os muitos espaços de respiro e o fato que a história já começa te dando muito que pensar, me fazendo parar diversas vezes para refletir o quão importante é um escrita sobre minorias, um romance com pessoas que passam por problemas tão duros e tão crus quanto Natasha.

Ok. Temos diferentes histórias por aí, com todo tipo de dor, romances adultos, mas a Nicola encaixa no mesmo amor que coloquei a Rainbow Rowell com Eleanor e Park. Um amor jovem tão difícil, tão bonito, cheio de esperanças dolorosas e momentos tão complicados de gerenciar, um amor que começa do nada, que te preenche com formas avassaladoras e te põe no lugar de coadjuvante, na torcida, não só de um leitor esperando o que virá acontecer. E me apeguei a Natasha por ser uma menina simples, parecendo ser uma característica das personagens da Nicola, sempre puxando o melhor do sentimento puro que essas meninas expressam através dos seus dramas, dos seus momentos mais altos de crise.

Ela possui o que mais admiro no ser humano e vivo falando aqui no blog, sobre não desistir mesmo quando tudo ao redor parece ruir, quando ter expectativas está quase beirando a burrice e ainda assim, levantar a cabeça e os punhos, seguir lutando. Senti pena da sua situação, estar prestes a ir embora do lugar que cresceu e que mais ama é doloroso. E aí também conhecemos Daniel. Ele também é imigrante, de origem oriental, que tem um grave problema com seu irmão e sua narrativa sempre mostra um monte de ressentimento e dúvidas. Não foi uma leitura longa, na verdade, em um dia na praia consegui finalizar todo o livro com um pesinho no coração e um monte de suspiros.  Mais uma vez, a leitura que Nicola deseja dar aos seus leitores foi excepcional. Espero ter mais publicações dela nessa minha caminhada pela literatura.

You Might Also Like