Editora Arqueiro Resenha

Resenha – O Par Perfeito

Encerrar uma trilogia que amei muito é bem difícil, dá aquele ar de nostalgia que não iremos ler mais sobre esses personagens que ao longo de três livros aprendemos a amar, com seus defeitos e suas doçuras. A Pousada me conquistou no primeiro livro, como vocês acompanharam na resenha e eu quase me senti uma Montgomery também, desejando que tivesse um irmão perdido para que pudesse ter a honra de ser esposa de rapazes tão bem criados por uma mulher incrível, com uma história de um antepassado tão forte. Em O Par Perfeito, atravessemos a história de amor de Ryder e  Hope, dois personagens que conhecemos desde o primeiro livro e já sabemos como são, o que já dá pra ficar bem curioso em como que diabos duas pessoas tão diferentes podem dar certo. No segundo livro, lembro que cheguei a anotar no meu caderno a pergunta: Ryder e Hope? Ela vai matá-lo!

Hope é a gerente da pousada, amiga de Avery (do segundo livro) e de Clare (do primeiro livro), que foi parar naquela minuscula cidade precisando de um novo emprego e de uma mudança na sua vida, já que o homem que tinha um relacionamento, anunciou que iria se casar com outra mulher – da alta sociedade como ele, depois de uma noite na casa dela. Hope ficou devastada e com o ego ferido. Encantando a Justine (mãe dos meninos protagonistas), foi contratada de primeira pela sua experiência, eficiência e profissionalismo. Se deu muito bem com Owen, um dos irmãos e bastante organizado como ela. Também ficou próxima de Beckett, mas Ryder, desde o primeiro segundo, era ranzinza (uma atitude bem natural dele) e resmungão ao redor dela, assim como não a chamava pelo nome de forma alguma. Os dois eram como água e óleo.

Hope é comunicativa, aberta, simpática… Ryder é grosseiro, sincero demais, viciado em trabalho e distante.

Ryder estava sentindo-se meio incomodado que seus dois irmãos foram “picados” pelo bichinho de amor, estava feliz que os dois estavam com seus amores de infância e ele não tinha ninguém, primeiro que não era um homem de grandes paixões e apesar de ter tido a sua cota de namoros, ele simplesmente se tornou amigos dos seus casos, mas não havia amor lá. Ele sentia atração por Hope, que foi crescendo conforme o contato íntimo deles foi aumentando, com a ajuda da fantasminha Lizzy e enquanto a família estava empenhando em desvendar quem é a fantasma, seu passado e o amor da sua vida, Hope passou a ver Ryder de outra forma, um lado que ele não mostra a ninguém. E eu confesso que me derreti em muitos momentos. Ele tem o jeito todo brusco, todo bronco e é todo cuidadoso, mas apavorado com lágrimas e momentos femininos, não tem a sensibilidade dos seus irmãos. Hope se acha diferente das suas amigas, considerava-se fechada para balanço e se apaixonar pelo filho da sua chefe, depois da sua experiência traumática não estava nos planos, ainda mais com as humilhações que sofreu no caminho.

O último livro foi perfeito para encerrar uma história de três irmãos tão devotos pela sua família, um sentimento de união e paixão, com momentos divertidos, que te deixam com muito sorrisinhos no rosto durante a leitura. As três capas remetem a história da Pousada e finalmente temos o encerramento da história da Lizzy Fantasminha, que é muito emocionante e tem uma ligação realmente sobrenatural com todos que se envolveram com a Pousada, na reforma e no trabalho dela no dia-a-dia. Agora que a trilogia encerrou, estou mais aberta em ler outras histórias da Nora Roberts e inclusive, a Arqueiro tem a publicação das histórias dela que são sobrenaturais e um série de noivas totalmente em romance. Vale muito a pena investir na família Montgomery, estou totalmente apaixonada! Alguém aqui já leu algum outro livro da Nora para me indicar? Comenta aqui!

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