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Resenha – Isla e o Final Feliz

Antes de começar a falar sobre Isla e o Final Feliz, quero dizer para pessoa que eu não lembro quem, que pegou meu Anna e o Beijo Francês para me devolver antes que eu fique master chateada de ter que comprar outro para ter a minha coleção completa. Ok? Enfim, seguindo o bonde, finalmente tenho o meu exemplar de Isla em mãos e posso fazer a resenha, que eu não lembro se fiz em algum outro blog meu. Isla é o terceiro livro da Stephanie Perkins, antes publicada pela Novo Conceito e esse pela Editora Intrínsca, uma mudança que foi boa e ruim ao mesmo tempo. Tenho TOC e vou ter os três livros separados na estante, porque são de editoras diferentes, mas são “sequências” do outro e devem ficar juntos. Ninguém pensa em pessoas com transtorno compulsivo assumido com os livros quando fazem essas trocas!

Isla não é a minha personagem favorita, então, eu não comecei a leitura com muita expectativa. E ao contrário dos primeiros livros, esse a mocinha não tem muito a oferecer no começo. Ela é tímida, confusa, bastante romântica e sem muitos interesses além de quadrinhos, ouvir música e sair com seu melhor amigo, o Kurt, que é autista. A presença dele na história foi um ponto importante, causador de muitos dramas e dilemas, mas em alguns momentos achei totalmente desnecessário, beirando a chatice. Lógico que não quero ser insensível, afinal, para Isla ele representa seu mundinho seguro, onde ela é ela mesma – sem medos de ser julgada por não ter noção do que fazer com a sua própria vida.

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Apesar de sermos apresentadas a Josh em solo americano, ele em solo francês é o carinha que nos apaixonamos em Anna e o Beijo Francês, afinal, ele é um dos amigos mais próximos do meu eterno crush St. Clair. Josh possui a depressão profunda que todo artista que se preze tem, ainda mais pela incompreensão, abandono e pressão exercida pelos seus pais e é totalmente compreensível que Isla tenha se apaixonado por ele ao ponto de não conseguir olhar para ninguém mais. Apesar de soar exagero que somente o timezinho de St. Clair comandarem a lista dos mais legais da escola, esquecemos que quando somos adolescentes, escolhemos um grupo para seguir e não damos ibope para os demais.

 O relacionamento de Josh e Isla é muito bobo. Enquanto o amor que eles constroem é admirado e muito fofo, todo o demais é muito bobo – não digo inocente, mas apenas bobo e aparentando ser frágil. A gente sabe que vai ter um final feliz aceitável, afinal, a autora não seria louca de por esse nome se o final fosse uma coisa bizarra, mas o ponto de ruptura aconteceu por falta de alguns minutos de conversas e meias verdades espalhadas ao longo do namoro, porém, passa e quando passa é simplesmente doce. Apesar das muitas resenhas negativas, Isla tem seus pontos positivos e muitos motivos para entrar em um top dez de romances açucarados.

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