Editora Arqueiro Resenha

Resenha – Desejo A Meia Noite

Tô aqui firme e forte na resenha que eu jurava que já estava pronta e agendada no site desde segunda-feira, mas, vamos escrevê-la pela segunda vez, quem sabe assim não sai bem melhor que a primeira? É estréia de uma autora de romances de época que comecei a ler a pouco tempo e ainda estou correndo atrás das suas histórias. São muitas autoras para dar conta e eu juro que fico tonta. E a Lisa Kleypas sempre uma das autoras que nunca me chamou muita atenção, bem ao contrário da Loretta Chase e da Júlia Quinn, mas como as meninas do Grupo de Romances Históricos, essas autoras tem a mania de chegar de fininho e de repente, consumir tudo. Eu não estava animada com uma história de ciganos, porque não gosto muito do tempo, mas Desejo a Meia-Noite mostrou que mesmo com alguns defeitinhos no caminho, é uma linda história de amor.

Amélia Hathaway é a irmã mais velha da família e basicamente responsável por todos, já que seu irmão Leo está disposto a gastar toda pouca fortuna que a família tem com jogos, bebidas e mulheres. Ela sofreu uma grave decepção amorosa e basicamente se tornou uma mulher solteirona, pronta para passar a vida cuidando que suas irmãs mais jovens pudessem casar e ter suas famílias. Em uma das noites em que sai para resgatar seu irmão, ela conhece o meio cigano chamado Cam Rohan, que também é irlandês, muito rico, mas pouco habituado com a sociedade londrinha. Amélia e Cam logo percebem que estão muito atraídos pelo outro, porém, também entram em choque quando ela é uma força independente e ele um cara que gosta muito de ajudar.

Quando a família Hathaway herda uma casa de um parente distante, eles logo se mudam, encontrando um lar aos pedaços e cheio de mistérios em suas paredes. Não sendo uma pessoa de desistir fácil e também precisando colocar aquela casa em perfeitas condições, Amélia e suas irmãs encaram a missão de transformar a residência, logo conhecendo vizinhos e pessoas próximas, reencontrando Rohan, que estava passando uma temporada em Hampshire. Os dois entram em uma guerra de orgulho e atração, arrastando alguns capítulos na teimosia de Amélia e no jeito sedutor de Rohan.

Eu não me senti atraída por ele. Sua descrição não me deixou remotamente interessada, mas nem por isso fui incapaz de entender a atração de Amélia por Cam. O livro acaba se arrastando em uma série de dramas que não se desenvolvem agora – mas sei que irão nos próximos livros, porém, o romance dos dois fica confuso com algumas idas e vindas, mas, é inegável não se encantar com a maneira que ela ama sua família e ele as suas tradições ciganas, apresentando curiosidades que eu nunca ouvi falar antes. E como todo modelo de romance de época, tem um casamento, entretanto, a representatividade dele foi muito mais intensa que os outros livros que já vi. Estou ansiosa para começar o próximo!

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