Editora Arqueiro Resenha

Resenha – A Árvore dos Anjos

Gosto da Lucinda Riley desde o lançamento de A Casa das Orquídeas e aprendi que suas histórias são sempre carregadas de muita emoção, nunca resisti as suas leituras e dessa vez não foi diferente. Não importa o tamanho do livro, suas histórias me encantam e até que demorei um pouquinho para ler A Árvore dos Anjos porque estava numa fase bem complicada para leituras e quando comecei, mergulhei de cabeça na história de três gerações de mulheres – ela sempre aborda mulheres de forma que me sinto orgulhosa, são mocinhas, mas nunca tão frágeis quanto somos estereotipadas -, um drama familiar é um amor que nem a força do tempo e as adversidades puderam impedir de crescer.

A Árvore dos Anjos conta a história de Greta, uma mulher que logo após a guerra era uma dançarina, apesar de tímida, era o meio que encontrou para sobreviver e um envolvimento com um soldado americano enviou sua vida de mulher solteira a ruína. Ela encontrou apoio na amizade de David. Que além de amigo, enviou para sua casa no campo e pediu que sua mãe lhe ajudasse a passar pela gravidez. O que nenhum deles contavam com as mudanças do destino é quanto a chegada de Greta aquela região mudaria totalmente e suas vidas. Anos mais tarde, ela sofre um acidente, no qual perde totalmente sua memória. David sempre fiel, está ao seu lado, assim como sua neta Ava e aí podemos entender o que realmente aconteceu na vida da personagem que começa a história tão perdida quanto os leitores.

 

Lucinda tem a característica de sempre usar o passado como uma forte arma para prender o leitor no que pode vir acontecer no futuro. Ela sabe que entender a raiz do problema é a melhor forma de solucionar o futuro. Os relacionamentos de Greta desenvolveu uma série de histórias paralelas que fazem todo sentido quando se trata do jeito que a autora conduz o drama, sempre com citações reais, com dores e delícias de serem mulheres. A história acaba passando em um único local, contada pelas três mulheres da família (mãe, filha e neta), envolvendo David, como principal personagem masculino e alguns secundários que foram chegando com o decorrer da narrativa. E diferente da experiência de A Casa do Lago (vocês vão conferir a resenha na quarta-feira), a leitura foi bem fluida e terminei em duas etapas, de algumas horas de quinta-feira e algumas nós na tarde de domingo.

A Editora Arqueiro trouxe algumas das principais publicações da Lucinda Riley, dificilmente seus livros têm alguma sequência ou seus personagens se encontram em outras novas, mas todos os seus livros são adoçados com um romance duro de superar, dramas familiares bem intensos e histórias completas para trazer a emoção à flor da pele. Gosto mesmo e não nego, como disse, não importa o tamanho da história, leio porque sei que irei aprender algo bom e como aspirante a escritora, me inspiro muito na Lucinda e desejo sempre acompanhar seus lançamentos. A Árvore dos Anjos fala sobre o perdão, recomeços, que não adianta deixar o passado debaixo do tapete, enquanto ele não for resolvido, sempre volta para assombrar nossas atitudes futuras e o amor, quando verdadeiro, não importa o tempo e o espaço, ele vai acontecer quando for a hora.

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