Editora Arqueiro Livros Resenha

Ligeiramente Perigosos, Mary Balogh

O amor para um homem como o Duque Bewcastle pode ser bem ligeiramente perigoso.

Ligeiramente Perigosos encerra a série de livros da famosa Mary Balogh, autora publicada pela Editora Arqueiro e mundialmente famosa com suas histórias repletas de personagens de qualidade, com personalidades fortes e características bem marcantes que os levam a ser extremamente inesquecíveis. A série começou (conforme podem conferir as resenhas anteriores no final da postagem) com Ligeiramente Casados, contando a história dos irmãos Bedwyn, fora da ordem de nascimento.

E mesmo que isso tenha segurado o público na curiosidade de conhecer a história de amor de todos os irmãos, a autora convenceu que suas histórias de amor valem a pena o tempo dedicado e os suspiros dados. E ela não poderia ter escolhido personagem melhor para colocar um ponto final na grande e amorosa família que cresceu no sacrifício do irmão mais velho. Wulfric, o Duque Bewcastle, que por nascimento, foi obrigado a abdicar sua infância e adolescência para assumir o lugar do pai e comandar a família.

Os fãs da série certamente podem ficar satisfeitos com a construção do personagem que conheceram ao longo das primeiras histórias. Mary não decepcionou em apresentar para seu público um homem frio, distante, um tanto esnobe como a maior parte da aristocracia. E que viu seu mundo sendo abalado ao observar sua família se multiplicar em número com cônjuges e filhos dos seus irmãos, solitário e sofrendo com o falecimento da sua amante. Aos 35 anos, não estava necessariamente preocupado com o casamento, pois, seus irmãos eram seus herdeiros e também tinham seus herdeiros. Não sentia exatamente a necessidade de uma família até conhecer uma viúva de um homem de família nobre, que era caipira, parecia ignorar todos os bons costumes e comportamentos de uma dama. Ela era o tipo de mulher que o Duque Bewcastle esmagaria como um inseto.

Acerca da solidão mencionada acima, a autora descreve viagens que faz o leitor refletir bastante sobre os cuidados que eles tomavam antes de pegar a estrada.E os muitos detalhes que os criados tinham que certificar para que o Duque Bewcastle não passasse nenhuma necessidade durante suas excursões para averiguar suas propriedades. Hoje temos a facilidade de encontrarmos várias informações e cuidados antes de comprar passagens aéreas que a passagens milhas oferece e até as promoções. Sempre que encontramos histórias que retratam um tempo passado, conseguimos perceber a diferença e a “evolução” que a sociedade alcançou quando se trata de se locomover. Como será que o poderoso Bewcastle lidaria com as longas horas em um aeroporto sendo ele um homem que passava longas horas em sua carruagem luxuosa para viajar das redondezas de Mayfair para o campo ou para o litoral britânico? Ou um trajeto ainda mais longo: a Escócia? Daria um bom enredo.

Christine Derreck era uma mulher de vinte e nove anos, viúva, intensa e insanamente alegre. Tanto que chegava ser irritante. Mas nem por isso deixou de ser uma personagem cativante, que sabíamos que com o decorrer da leitura, era o par perfeito para se tornar a duquesa que Bewcastle precisava. Sob o olhar da maioria dos personagens, Christine era indigna, ainda mais com seu suposto histórico de ser uma sedutora. Wulfric não sabe como lidar com uma mulher como Christine na maior parte dos diálogos. Para ele e para o leitor é um experiência única.

Christine é vivaz, espontânea e regida conforme sua vontade, sempre fazendo o que ninguém espera e por isso ela e o Duque protagonizam as cenas mais engraçadas desde o livro de Rannulf e Judith em Ligeiramente Maliciosos. E a história de amor que os dois constroem segue logo após a tortuosa amizade que cresce conforme eles se aproximavam com os eventos inusitados que os cercavam.

Wulf e Christine satisfazem o medo de perder a essência que os Bedwyns construíram a cada história. Eles crescem como pessoas, mostram seus diversos lados e nos apresentam sua essência escondida (até as mais sombrias) nos muros que eles mesmos construíram para esconder suas fraquezas. Ela é realmente a peça que faltava para completar toda família Bedwyn, que se tornou uma onda de pessoas barulhentas e capazes de se reproduzir como nunca. E para Wulf, sempre visto como o frio e poderoso irmão mais velho, foi importante ter uma última reunião para mostrar a seus irmãos que ele também era um homem e ao mesmo tempo um Duque, importante, poderoso e muito rico, mas um homem que também encontrou o amor da sua vida e teve a oportunidade de ter a sua família, dando sequência a sua linhagem.

O final deixa o gostinho perfeito para aguardar ansiosamente o próximo lançamento da Mary Balogh. Se você gostou dessa resenha, é possível obter mais informações no site da Editora Arqueiro e também comprar o livro clicando nesse link.

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