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{ESPECIAL} A moda no Seculo XIX

É com muito prazer que trago a vocês o segundo post do Maio Especial de Romances de Época, um mês inteirinho elaborado para todos os fãs desses romances maravilhosas e que temos o grandíssimo prazer de apreciar. Junto com outras amigas blogueiras, teremos várias matérias especiais sobre o século XIX onde grande parte (não todos) dos romances são passados e também debater temas em comum entre o passado e o presente. O primeiro post foi maravilhoso e antes de seguir aqui, deve visitar o blog Três Leitoras para entender mais sobre esse especial e conhecer o que é um romance de época e um romance histórico. Pode clicar aqui, viu! E dando sequência, tenho aqui um pouco sobre o que foi a moda do século XIX, algo que apesar de ler romances desde a adolescência, é uma paixão desde criança, quando ainda passava a novela Forças de Um Desejo e eu usava meus vestidos de dama de honra para brincar no calor escaldante do Rio de Janeiro.

O começo do século foi marcado com um ato de união entre a Grã Bretanha e a Irlanda, apesar de ser um ato político, também influenciou na moda. Afinal, era um novo momento a ser vivido e as damas gostavam muito de estar bem vestidas. Enquanto a França enfrentava a Era Napoleônica, com a moda do império, a Inglaterra seguia ainda no período governado pelos 4 reis com o mesmo nome (linha sucessória do trono) e embarcando em seguida no período regencial, onde o Rei George III foi dado como louco e seu filho assumiu o comando, como Príncipe Regente. Na França, as mulheres usavam a mesma ideia de silhueta, mas havia uma diferença clássica entre os dois países: um prezava pela ousadia e sensualidade e o outro era bem mais contido. Temos um controle maior sobre a moda desse período com a série da Júlia Quinn – Os Bridgestons passam-se em sua maioria durante o período regencial e apesar da autora não dar ênfase na vestimenta, em alguns dos capítulos podemos compreender a etiqueta dos trajes nos muitos bailes e os comentários da tão adorada Lady Whistledown sobre a escolha de vestimenta das personagens.

Também podemos observar essa diferença em O Príncipe dos Canalhas, que tem o começo de sua história alguns anos antes do George IV falecer e seu primo, Duque Clarence ascende o trono. A história de Dain e Jéssica começa em Paris e no livro há muitas referências sobre o comportamento das damas em seus trajes ousados e o contraste do comportamento conservador na vestimenta de Jessica, afinal, ela atacava mesmo o cérebro.  Durante minha pesquisa, ficou claro que diferente da Itália (quem leu o primeiro livro da série Números do Amor sabe que a Juliana, irmã do Duque Ralston, era italiana e precisou de aulas de etiqueta e uma nova modista para adequar a sociedade britânica) e da França, as damas da Inglaterra queriam passar o ar de recanto, com cores mais frias como azul, verde, o branco das debutantes, amarelo de tom floral e mais. Uma dama vestida de vermelho era simplesmente a ousadia em pessoa. Entendemos mais essa questão das cores através da série As Modistas, no primeiro livro especificamente, principalmente que já estamos em outra era, a Era Vitoriana, onde a moda se tornou a principal preocupação das mulheres – e também de fácil acesso, já que todos diziam que o período em que a Rainha Vitória governou foi o mais próspero.

A roupa que era mais justa ganhou volume, babados, mangas bufantes e muitos mais tecidos como musselina espalhados nos salões de baile. E as irmãs Norot ganham destaque por saber exatamente explorar as camadas de cores disponíveis e ao mesmo tempo trazer a moda da “gola” um toque de sensualidade e charme. Também mudou a postura da mulher, elas podiam ser mais maduras, independentes – sem quebrar as regras de decoro, mas já não era tão vistas como tolas como na época retratada pela Julia Quinn, (não que alguma personagem da Júlia fosse assim, elas chamavam atenção justamente por não se enquadrar no papel de dama em perigo, desmaiando nos salões de baile) afinal, uma das personagens precisou fingir se outra pessoa para ter voz e ainda assim, precisou lutar contra a ira da sociedade porque expôs sua opinião – que incomodava, mas, uma mulher não poderia ter se colocado naquele lugar, certo?

Um luxo ainda maior invadiu as casas da alta sociedade e grandes chapéus se uniram a cores mais pesadas, mais sombrias, tirando a “delicadeza” imposta obrigatoriamente, afinal, a presença de uma mulher como o “poder maior” de um país trouxe a visão de que elas podiam (e podiam mesmo) cortas as cordas de seus maridos e trabalhar – algo que não era bem visto, mas algumas damas tinham seus próprios estabelecimentos, eles tinham que ser bem respeitados e fechados para homens, já era alguma coisa. Hoje em dia temos alguns reflexos dessa moda, que alguns chamam de anteportal, de tempos em tempos retornam as passarelas e as lojas com corsets elaborados, babados e camisas de gola alta exatamente como era esperado nas roupas de campo ou passeios diurnos entre as damas. A cinturinha marcada hoje em dia é referência das irmãs Kardashian, que além da constante propaganda de espartilhos para moldar o corpo, também aderem a peça em seus looks.

E hoje tá super em alta camisas da Era Vitoriana e convido vocês a ler na íntegra o post da Thay Dreams.

Espero que tenham gostado de entender um pouco mais sobre a moda que mais chamou atenção durante todo século e com os livros que encontrei para dar referências de comportamento e vestimentas. Esse especial está sendo feito com MUITO carinho e espero que acompanhem, em breve teremos novidades! O próximo post será dia 08/05 no blog Modernagem! Comente aqui o que achou do post, se gosta de romances de época e até o próximo!

Imagens do blog História da Moda

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