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Deus é uma mulher.

Não, não é uma pergunta, apesar de que se você leu rápido, possa ter surgido uma interrogação na sua cabeça. Afinal de contas, quem foi que disse que Deus é uma figura feminina? Mas aí eu pergunto: por que não seria? Sei que muita gente tem a mente atrofiada com seu pensamento, porém, desde que o trailer do filme A Cabana foi lançado, outro assunto e debate não deixa de ser tópico no facebook e em eras de empoderamento feminino, vale a pena trazer a discussão um pouco mais além.

Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Anos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde ele vai receber uma lição de vida.

O sucesso do livro foi passado para telonas com a deliciosa surpresa de uma direção fotográfica linda, bons atores, mas que não estão exatamente na memória da grande massa e parece que tem uma trilha sonora incrível. Não sei como está exatamente a adaptação, porque há muitos pontos religiosos (ou a falta deles [?]) no livro e não sou a melhor pessoa para aprofundar o tema, mas, voltando ao ponto que desejo chamar atenção:

Por que Deus nunca foi representado por uma mulher? As poucas vezes que vi uma mulher fazendo papel de algo tão “poderoso” e divino, foi de forma sátira e caricata, tanto com a fé alheia e com o estereotipo de mulher “macho”, sem envolver um mínimo de sentimento e sabedoria. Temos a figura de Deus como Pai, o que automaticamente nos liga a visão de um homem e a “mãe”, relacionamos a Maria, mãe de Jesus. E antes que as pedras sejam jogadas, não, eu não tenho problema nenhum e não vejo como machismo, afinal, está na bíblia a referência de Deus como Pai, mas…

Deus não precisa ser representado apenas por um homem, muito menos por uma mulher – apesar de ser absurdamente gostoso ver Octavia no papel e não Morgan Freeman pela 0987656789 vez. Ele pode ser um unicórnio ou apenas uma sarsa ardente. Ele pode ser na sua imaginação do jeito que quiser e sentir-se confortável, mas ele nunca pode deixar de ser Deus (tô falando para quem acredita, quem não, tá tudo bem também, tá?).

E não pense que o Caos Feminino irá falar apenas sobre religião, porque sabemos que é algo que não queremos discutir, apenas respeitar, o ponto dessa postagem está na relação social e o impacto que uma figura divina em forma de mulher teve sobre a sociedade:

  • Não é ser machista imaginar Deus em forma de homem e chamá-lo de pai.
  • Não é ser “feminazi louca” gostar de ver uma mulher representando Deus.
  • Há mensagens mais importantes no filme do que a figura “sexual” em questão.
  • Curta Alice Braga de Anjo e vá ao cinema!

Beijos!

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