Cinema Filmes

{Cinema} Rei Arthur: A Lenda da Espada

Semana passada fui ao cinema para estréia pouco falada de Rei Arthur: A Lenda da Espada e por algum motivo reparei que o marketing aqui no Brasil sobre o filme foi um tanto mais contido dos demais filmes de ação e principalmente com uma história que poderia chamar atenção da grande massa, porque ao assistir o trailer antes de sair de casa, fiquei meio confusa sobre o que esperar. Guy Ritchie assinou tanto a direção quanto o roteiro, o que significava pra mim boas chances de finalmente ter uma boa história, mesmo que já tenhamos uma quantidade infinita de séries e filmes que falavam sobre a famosa espada. No entanto, decidi escrever sobre o filme de tamanha a minha surpresa com a fotografia, trilha sonora e a atuação de Charlie Hunnam que já conheço e amo por causa de SoA!

Como transformar um lendário rei da Inglaterra em um Herói com um “super poder” enviado por feitiços e deuses? Basta colocar uma mistura de Game Of Thrones, a fotografia de Vikings e efeitos visuais equivalentes a Piratas do Caribe com Animais Fantásticos Onde Habitam, bate tudo no liquidificador e coloque três atores principais muito bons. Estamos falando de Jude Law como o frio e invejoso vilão, tio de Arthur e Rei Vortigern por um tempo, principalmente quando o mesmo comete seus atos para tomar o reino, enquanto seu sobrinho foge e se esconde, vivendo com prostitutas e tendo pesadelos com a noite que seu fodástico e herói pai morre junto com sua mãe, ambos assassinados na tomada do reino. É importante dizer que o roteiro do filme em si é simples, Arthur era destinado a lendária espada, por ser herdeiro direto e cumprir a feitiçaria que a faz tão poderosa e seu tio precisa matá-lo para ter o completo poder que tanto anseia.

O que torna o filme realmente bom são os efeitos que o acompanham. Há uma mistura de comédia e sarcasmo em quase todas as falas, uma ironia sobre quão esperto uma pessoa destinada a ser um rei realmente é, criando a imagem de Arthur como o “quem manda”, “chefe da porra toda” mesmo sem ainda ser o rei, porque ele conseguiu dominar as ruas, lutando uma mistura de kung fu com qualquer luta e dominando espadas comuns. Ele usava sempre trajes claros, destacando-se entre seus amigos de infância e aos novos amigos. Também há brilhante participação da Feiticeira enviada por Merlim para assegurar que o trono fosse tomado pelo herdeiro e destruir o poder assustador de Vortigern, que como disse minhas amigas, é o Jude Law e esse fez bem o seu papel de psicopata.

De fato, quem conhece os trabalhos de Guy Ritchie vai identificar muito do que ele brincou em Sherlock Holmes (nas três produções que trabalhou), cenas perfeitas de ação, eletrizantes, mas perfeitamente sincronizadas no slow motion, acompanhado de batidas fortes com filmagens aéreas, espaçamento, muito efeito visual e devo salientar que as vestimentas não era exatamente da época, mas também não fugiam dos códigos de ética, a figurinista conseguiu dançar entre o moderno e o contemporâneo, sempre destacando Hunman dos demais companheiros de luto, ele de branco e Law de preto, dois lados do mesmo reino, que um significaria a paz para sombria Londres e outro, a sede constante pelo poder que estava destruindo cada vez mais a cidade. Acho que pelo roteiro simples e um tanto repetitivo no “medo” infantil do personagem principal, o filme não merece cinco estrelas, mas compensa em todo resto.

You Might Also Like