Cinema

{Cinema} A Mulher é realmente uma Maravilha

Claro que eu não deixaria passar o lançamento de Mulher Maravilha, mesmo com meu eterno medo dos filmes da DC, afinal, os últimos foram uma completa e imensa decepção. Confesso que a falta de marketing pesado como foi com Esquadrão Suicida e Batman Vs Superman me deixou um tanto irritada e ao mesmo tem receosa que fosse apenas uma gigante produção sem corresponder as expectativas do público. E minha nossa senhora das mulheres maravilhosas pelo mundo, onde aperta para abraçar o diretor de fotografia e a Gal Gadot? Claro que a direção geral (Patty Jenkins) tem toda influencia sobre os efeitos visuais, sonoros e no roteiro, mas esse filme não seria tão bom se essa mulher – gente, ela é linda demais! – não fosse a nova Wonder Woman desse século. Se eu amei? Muito! Mas eu tenho uma review completa com muitos detalhes para falar, então, pega a pipoca e vem comigo!

A história da Mulher Maravilha foi criada em meados da segunda guerra mundial e por isso, a história do filme é baseada justamente na sua primeira aparição no mundo após deixar o conforto do seu lar, de ser uma princesa no meio das amazonas e salvar o mundo contra a influência maligna de seu irmão, Áries. Inocente e sem conhecer completamente nada da vida, graças a proteção excessiva da sua mãe, embarcou em uma viagem ao lado do espião britânico Steve para salvar o mundo da guerra que já havia matado milhões de pessoas. Diana encontra nas pessoas a maldade, o egoísmo, o medo e a grande e completamente falta de amor para o próximo. E tudo que ela pensa que conhece sobre o mundo e a vida é transformado em completo desalento, mas a mocinha, capaz de derrubar muitos homens e é a verdadeira mina badass do momento, mostrou que podemos ter e nos inspirar em heroínas nas telonas e precisamos de muito mais.

O roteiro foi bem simples, baseado em um romance – que não achei muito forçado, mas também não vi a necessidade, porém, segue a história que já vimos nos desenhos, também tinha um Q de muito bom humor e muitos diálogos sobre como as mulheres amazonas eram extremamente mais modernas e com a mente aberta sobre relacionamento humano e entre homem e mulher. Sua força de vontade e sua garra de manter-se na luta, somado com efeitos visuais encantadores e uma trilha sonora capaz de levar qualquer pedra a emoção, o conjunto da obra vale por todos os últimos fracassos – no meu ponto de vista – da DC. Diferente de Batman Vs Superman, que teve míseros minutos de ação, Mulher Maravilha mescla do começo ao fim, te levando a achar que o clímax chegaria, nenhuma das cenas desaponta, mas quando a luta principal começa, exibindo a força de uma mulher que encontrou a fonte da sua força, é um espetáculo a ser visto.

Gal Gadot soube dar a personagem o olhar inocente, o sorriso atrevido e a expressão de pura coragem e determinação. Ela foi uma mistura doce de sensibilidade e força que deve ser fonte de inspiração para muitas de nós. Também achei muito interessante que apesar da roupa justinha e curtinha, não houve sensualização da personagem, nem mesmo na ilha onde cresceu, onde pude identificar amazonas negras, asiáticas, morenas, quebrando o padrãozinho de mulheres lutando, a sensação era de mulheres fortes e não de mulheres gostosas usando roupas de gladiadoras. Levei minha mãe, ela adorou, gritou e chorou, agora espero poder contar com mais heroínas maravilhosas nas telonas e que venha A Liga da Justiça.

You Might Also Like