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Bora Somar no Empoderamento?

Afinal de contas, o que é o empoderamento feminino?

No ano de 2016, a luta pelo empoderamento feminino explodiu no mundo afora e nas redes sociais. Em 2017, temos uma gama de mulheres que ainda não entendem o que é se empoderar. E muita gente confunde o empoderamento com o feminismo. Estamos aqui para esclarecer que você pode ser empoderada sem se considerar ou fazer parte do movimento feminista.

Claro que as duas coisas caminham lado a lado, mas com jeitinho e respeito, todo mundo pode conhecer a si e compreender a importância da luta das mulheres contra a sociedade patriarcal.

Empoderamento feminino é o ato de conceder o poder de participação social às mulheres, garantindo que possam estar cientes sobre a luta pelos seus direitos, como a total igualdade entre os gêneros. – Significados

O empoderamento e o feminismo lutam quase pela mesma coisa. Ambos não te obrigam a nada e pregam a luta pelos diretos da mulher e a equidade dos gêneros. Lembrando que equidade possui um significado e ação diferente da igualdade. Nós não lutamos para sermos iguais aos homens, mas sim para sermos reconhecidas pelos nossos esforços tanto quanto os homens são.

E também acreditamos que homens devem ser libertos dos seus tabus tanto quanto nós devemos. Mas antes de se considerarem feministas, mulheres precisam se conhecer, quebrar suas barreiras e reconhecer até onde são capazes. E é aí que o empoderamento entra na vida de uma mulher: a consciência de quem ela é e a batalha que vai lutar. O feminismo é a batalha.

Profissionalmente falando, vários entidades “públicas” como a ONU lançou cartilhas ao redor do mundo para conscientizar, não só as mulheres, mas como os homens (e em sua maior parte, os chefes corporativos) que:

  • Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
  • Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
  • Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
  • Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.​
  • Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.​
  • Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
  • Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.​

Em sua vida pessoal, quando uma mulher decide empoderar-se significa que ela decidiu pela liberdade. Como afirmamos acima: o empoderamento é para pensar e conhecer a si mesma. Ou seja, nas suas mínimas questões íntimas. Como deixar o cabelo em sua forma natural ou continuar alisando. Por que isso é importante? Alisar o cabelo virou uma questão cultural quando cabelos crespos/ enrolados foram tidos como feios ou diferentes. E por muito tempo, o marketing era: deixar o cabelo crespo como liso.

Demorou muitos anos para que mulheres sentissem confortáveis com seu próprio cabelo e resolvessem assumir a naturalidade. E aí, ao invés de trazer libertação, trouxe uma nova forma de pressão para aquelas que ainda queriam manter seus cabelos lisos. Foi como sair de uma ditadura para outra. O empoderamento entra nessa questão em você ter a livre escolha entre alisar e deixar natural, porque cabe exclusivamente a você definir como sua aparência ficará.

A mesma forma lidamos com nosso corpo, aceitar que não temos a mesma forma. Também não precisamos nos subjugar a dietas malucas para ter o corpo que não nos cabe. E com esse pensamento, temos que lutar por números de roupas maiores, porque a diversidade corporal deve ser respeitada. E o empoderamento traz essa consciência de que devemos lutar juntas. Quando passamos a compreender o ato de empoderar, entendemos que três palavrinhas andam juntas:

Empoderamento: a consciência de que temos que lutar pelos nossos direitos e por nós mesmos.

Feminismo: movimento que luta pelos direitos das mulheres e a equidade no mercado de trabalho e nas relações pessoais.

Sororidade: apoiar as mulheres independentes do gênero, raça e “se o santo bateu ou não”. Não é sobre passar a mão na cabeça de quem errou, é apoiar em lutas que irão beneficiar todas a longo prazo. Mesmo se você não gosta dela pessoalmente. É não ver mulheres como inimigas, mas sim, como irmãs.

Confira a postagem sobre DÊ A MÃO MESMO SE VOCÊ NÃO GOSTAR.

Quando lemos que a mulher tem que ser o estilo bela, recatada e do lar ou sábia, edifica a casa e etc, significa que a mulher tem que ter o direito de escolher. Se ela quiser ser dona de casa, escolher viver para cuidar do marido e dos filhos, que seja respeitada por isso. E a mulher que não deseja cuidar da casa e dos filhos, que não seja julgada. Assim como aquela que não quiser ter filhos e ou apenas viver solteira para sempre. O empoderamento preza pelo respeito, dentro do mercado de trabalho e fora dele. Ele pede que mulheres sejam livres.

E por isso convidamos a vocês a somar no empoderamento. Sempre que julgar uma mulher por uma atitude, tenta colocar no lugar dela e ver o motivo que ela fez. Também veja que mulheres também erram, também podem ser machistas e bem babacas, mas essas… A gente ignora e segue em frente. Veja aquela pessoa lutando contra violência doméstica e não a critique por não enxergar que seu relacionamento é abusivo. Ajude. Sempre que sentir que está seguindo com a maré e ao mesmo tempo pressionada pela sociedade para ser algo que você não é e não quer, pergunte-se se está realmente certo e pense no seu bem estar.

Se quiser viajar sozinha, está tudo bem. Se desejar raspar sua cabeça, você não será menos feminina por isso. Se quiser fazer qualquer coisa que a sociedade diz que você não pode porque é mulher, seja livre para tomar essa decisão por si mesma. Não pelos outros. Somar com o empoderamento feminino é somar consigo mesma.

 

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