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2016: Um ano que foi…

­ Comecei o ano de 2016 cheia de expectativa. 2015 não foi um ano tão ruim considerando que eu ainda podia considerar muitos feitos positivos na minha vida e muitos aprendizados, mas nada que vivi me preparou para bomba que seria 2016. Sabe aquele gif do carinha rolando escada abaixo? Pois é. Foi bem assim. Muita coisa aconteceu: voltei para casa dos meus pais, muitas brigas aconteceram, não consegui emprego, meus pais separaram, sai de casa, morei sozinha, meus pais voltaram, voltei para casa dos meus pais, sofri diversos traumas, mergulhei afundo em uma depressão sobre todos os meus planos que deram errado e os que nem começaram. Me decepcionei com amizades, conheci amigos da internet (que se tornaram para vida toda) pessoalmente, mas também descobri, que presencialmente, estou completamente sozinha na vida e eu não estava preparada para lidar com a solidão quando tudo que eu mais precisava era de um abraço.

­ No Brasil, sofremos um golpe – tá ok, um impeachment -, vivenciamos a crise financeira no maior ato – ainda pode piorar -, vimos a corrupção sair ilesa de 2016, vários golpes de marketing, o decair do jornalismo, a pouca merda da política no ventilador, vimos Mariana completar 01 do desastre sem ninguém fazer nada, vimos manifestações hipócritas, vimos adolescentes sofrendo violências nas escolas ocupadas, vimos um pai matar toda sua família porque perdeu o emprego, vimos tanta coisa ruim acontecer e o ano fechou com um time inteiro e mais um monte de pessoas conhecidas nacionalmente morrer em um acidente de avião e fechamos com chave de ouro, um machista matar uma família inteira – esse só foi o último caso de muitos.

­ No mundo, vimos atentados, terremotos, terrorismos, acidentes fatais, Trump ganhar, um furacão, vimos Cuba aberta, vimos a Zika se espalhando, vimos a Olimpíadas e vimos a guerra na Síria crescer cada vez mais. Por que estou relacionando tantas coisas ruins já que pode ter acontecido tantas coisas boas? Sim, de fato deve ter acontecido, mas o fato é que negativamente, 2016 foi um ano pesado e difícil de recuperar. Foi a primeira virada em anos que não fiz textão no facebook, que não fiz planos, metas, nada. Durante os fogos, enquanto todo mundo estava gritando feliz ano novo, eu me senti paralisada e pela primeira vez em muito tempo, sem palavras. Eu estava tão perdida que não sabia nem o que pedir. Os fogos estouravam, me abraçavam e desejam feliz ano novo, eu nem sabia o que retribuir.

­ Depois de um dia inteiro sem acreditar que 2016 finalmente havia acabado, fiquei deitada pensando no quanto ao invés de chorar, devo me sentir grata por ter sobrevivido. Eu passei pela provação e sei que muito pior pode acontecer, mas aquilo não vai me afetar da mesma forma, que apesar do meu esgotamento e cansaço emocional, eu não me sucumbi, que mesmo que tenham me chamado de criança mimada, venci a mim mesma e os desafios que a vida apresentou. Ainda tenho muito que resolver, a colocar no lugar, mas depende da minha força para fazer 2017 um ano melhor. E é por isso que estou aqui, desabafando nesse texto, para que você, que também teve um ano ruim, não desista. Olhe para tudo que aconteceu e veja que você sobreviveu e agradeça a isso. Seja forte. Você consegue.

2016 já acabou.

E graça a Deus quanto a isso.

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